O livro fala sobre uma mulher, Elizabeth Gilbert (sim, a autora) que, depois de sair de dois 'casamentos fracassados, resolve largar tudo e fazer uma viagem de auto-conhecimento por um ano. O livro é dividido em três partes, cada parte em um país.
Primeiro, para descobrir o prazer, vai à Roma, aprender o italiano e descobrir o prazer. De comer, é claro. Sorvetes, massas e pizzas acabam dando a ela 10 quilos a mais. Ler essa parte é pedir para ficar com fome. Não tem como não se apaixonar pela cidade e pelos italianos enquanto ela descreve seus 4 primeiros meses de viagem.
E eu sou obrigada a concordar com ela... achei Roma uma cidade encantadora, maravilhosa. E só passei 3 dias lá. Mas é impossível não se apaixonar pelo lugar. A mistura do antigo com o moderno é maravilhosa. A massa e o sorvete também! Não provei a pizza de Nápoles, que dizem ser a melhor do mundo, mas não sou fã da pizza italiana. Prefiro a velha e boa pizza paulista hehehehe
Depois disso, Elizabeth vai para a Índia, passar 4 meses em um templo, rezando e descobrindo mais sobre ela e sua ligação com deus. É lá que ela se descobre, descobre sua paixão pelo social, descobre seu eu interior. E até tenta, mas não descobre sua quietude. Essa parte do livro acho a mais intensa, é onde ela abre os olhos para a vida.Não nego que sempre quis fazer isso, nem que seja por uma semana. Deve ser fantástico você poder se dedicar ao seu conhecimento interior, se ligar a algo importante (e eu nem estou falando de nenhum deus, estou falando de se ligar a você mesma).
Quatro meses depois, o destino é Bali. É lá que Elizabeth descobre o amor... e logo por um brasileiro. Chega a ser bem engraçado ver a imagem que ela faz dos brasileiros como pessoas sempre alegres e esbanjadores (na aparência). A brasileira está sempre de salto alto e maquiagem, com roupas coloridas e balangandãs.
É um livro inspirador, não tenho dúvidas. Conhecer-se é a melhor coisa que você pode fazer por você mesma. E é interessante como muita gente é como ela, assim que sai de um relacionamento, está em outro, todos com problemas e uma carência que parece não ter fim.Só agora consegui ver o filme. E, sou obrigada assumir, estou decepcionada. Eu sempre vou assistir essas adaptações com um pé atrás. Dificilmente você encontra um filme que seja melhor ou, no mínimo, tão bom quando o livro (acho que até hoje o único que superou minhas expectativas foi O Senhor dos Anéis, mas deixa pra lá).
Não que a interpretação da Julia Roberts seja ruim. Eu não gosto dela, mas não posso negar que ela estava perfeita como Elizabeth. Acho, sim, que faltou um pouco mais da profundidade do livro.
Não foi mostrado a real situação dela quando resolve largar tudo. O desespero que ela estava sentindo e como se via perdida, com um ex-marido e um ex-namorado. Não mostrou como ela estava sem chão e precisava aprender quem ela era.O filme não mostra toda a profundidade do prazer que a Itália trouxe para a vida da autora. Basicamente mostrava só ela comendo, comendo, comendo. Claro que uma boa parte era isso mesmo, mas foi comendo que ela descobriu de novo suas paixões. Essa foi a parte interessante da Itália. Como eles poderiam mostrar isso no filme? Não sei, mas perdeu um pouco do espírito.
Quando vai para a Índia, o filme fica mais decepcionante ainda. Se é que isso é possível. No livro, você percebia a luta para que conseguisse meditar e não teve como não se emocionar quando Liz finalmente entendeu o que era a verdadeira meditação. Todas as conversas que teve no templo, e as pessoas que conheceu, tudo que aprendeu, ficou perdido no filme. O filme que só mostrava a briga dela com um outro personagem.
Em Bali, faltou a profundidade das relações. E, gente... se é brasileiro, não precisa colocar um brasileiro para o papel, mas ele pelo menos deveria falar português como um! E não aquele clássico 'todo bein?' que os estrangeiros falam quando chegam aqui. Se isso é português, não me espanta que eles realmente achem que Buenos Aires é nossa capital... não tem noção nenhuma. Ficou faltando para o ator aquele 'gingado' brasileiro, aquela coisa solta que todos nós temos.Mas, tenho que assumir, fizeram um grande casal, os dois trabalharam muito bem. Dava pra ver a integração dos dois na tela. Pelo menos as cenas românticas não deixaram a desejar.
Claro que eu não esperava que tivesse toda a profundidade do livro, afinal, são poucas horas de filme. Acontece que sempre temos a esperança de que o filme dará aquela paixãozinha que o livro causou quando lemos. Pelo menos comigo é assim. E esse passou longe. Mas, vale a pena assistir se você não tiver saco para ler o livro e quiser saber a história dele, mesmo que com toda a pobreza de emoções que o filme vai te dar.
Para contar a história da Elizabeth, o filme foi perfeito. Foi fiel ao que estava no livro (ou perto disso, já que li o livro faz mais de um ano). E ninguém pode negar que eles fizeram um ótimo trabalho. Se tivessem cortado o cabelo da Julia, teríamos uma quase cópia da Elizabeth!


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